sábado, 26 de novembro de 2011
A Mídia e o Poder.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Projeto Comunitário
Etapas de um Projeto
Apresentação
Introdução
Justificativa
Objetivos
Público-alvo
Metas
Metodologia
Avaliação
Formulação de indicadores
Formulação de indicadores
Identificação dos possíveis parceiros
Comunicação do projeto
Tipos de recursos e fontes de financiamento
Orçamento do projeto
Cronograma de atividades
Cronograma de desembolso
Planejamento e administração
Apresentação
que motivou sua criação, quais são seus objetivos e área de
atuação. A citação das experiências adquiridas também é
importante, porque demonstra ao Agente Financiador ou aos
Apoiadores que a instituição está preparada para realizar o
projeto. Devem ser ressaltadas as parcerias anteriores, os
apoios e financiamentos obtidos em outros projetos, o que
demonstra a credibilidade, reputação e legitimidade da
instituição.
Qual o cenário do problema?
leitor da realidade em que o projeto se encontra. Para tanto,
esta etapa deve conter informações gerais sobre o públicoalvo
e suas condições de vida, os problemas socioambientais
existentes e os grandes desafios a serem superados. Assim
descrita, a introdução mostra que a entidade proponente tem
conhecimento sobre a situação local e prepara o Agente
Financiador ou os Apoiadores para entender a importância e
a necessidade do projeto.
Justificativa
as razões pelas quais o projeto deve ser realizado e como trazer impactos
positivos para a qualidade de vida da população e o meio ambiente. É preciso
destacar os problemas socioambientais que serão abordados, a eficácia das
ações previstas e de que forma contribuirão para transformar a realidade.Nesta
etapa é fundamental demonstrar conhecimento amplo do problema, de sua
interferência no contexto local e regional e da base conceitual com que se vai
trabalhar. Também é importante citar dados, referências bibliográficas e
experiências que reforcem a justificativa. Não se deve esquecer que se trata da
“defesa” do projeto.
Objetivo
Este é o momento de definir o que se quer realizar. O objetivo
geral demonstra de forma ampla os benefícios que devem ser
alcançados com a implantação do projeto. É genérico e de longo
prazo.
Exemplos:
• Contribuir para a construção de uma Agenda Socioambiental da
Vila do Curuçá, que possibilite o desenvolvimento econômico
local.
• Fortalecer o Plano Ecoturístico da Vila do Curuçá por meio da
criação de oportunidades de ocupação e de renda adequadas à
situação histórica e natural do local.
Objetivo
Os objetivos específicos são palpáveis, concretos e viáveis.
Podem ser alcançados por meio das atividades desenvolvidas
durante o projeto e ser entendidos como as conseqüências dessas
atividades. Devem ser apoiados, no mínimo, por um resultado que
possa ser verificado por meio de ações singulares e completas.
Exemplos:
• Possibilitar o desenvolvimento humano sustentável de jovens da
Vila do Curuçá por meio da formação cidadã para o mercado de
trabalho.
• Ampliar o repertório de conhecimentos básicos e
profissionalizantes que promovam a geração de renda e a fixação
dos jovens na Vila do Curuçá.
Público-alvo
Uma definição clara do público-alvo contribui para criar linguagens
e métodos adequados para atingir os objetivos propostos. Assim,
deve-se levar em consideração a faixa etária, o grupo social que
esse público representa, e sua situação socioeconômica, entre
outros.
Exemplo de beneficiários diretos:
• 35 jovens, de 14 a 17 anos, de baixa renda, não incluídos no
mercado formal de trabalho e residentes
na Vila do Curuçá.
Exemplos de beneficiários indiretos:
• 35 famílias em situação de risco social, o que corresponde a
cerca de 140 pessoas (7% da
população).
• Toda a comunidade da Vila do Curuçá.
Metas
alcançar certo objetivo específico. Elas são sempre quantificadas
e realizadas em determinado período de tempo. Metas claras
facilitam a visualização dos caminhos escolhidos, contribuem para
orientar as atividades que estão sendo desenvolvidas e servem
como instrumento para avaliar o que foi previsto e o que foi
realizado.
Metodologia
do projeto. Esclarece os referenciais teóricos que norteiam o
trabalho e os métodos a serem utilizados para alcançar os
objetivos específicos propostos.
Referenciais teóricos são os pressupostos que a instituição
considera relevantes e que contribuem para nortear a prática
do projeto.
Exemplo: A metodologia empregada no Curso de Formação
de Jovens Jardineiros e Viveiristas terá como Base:
REFERENCIAIS TEÓRICOS e MÉTODO DE TRABALHO
Avaliação
O processo de avaliação deve acontecer de forma
constante e periódica durante todo o ciclo de vida do
projeto. A avaliação pode ser interna, quando realizada
pelos próprios membros da instituição, externa, quando
os avaliadores não são vinculados à instituição, ou mista
quando inclui avaliadores internos e externos. O Plano
de Avaliação pode constituir-se de diferentes etapas, que
variam de acordo com as exigências do Agente
Financiador ou dos Apoiadores. As mais usuais são:
Consiste em verificar o cumprimento dos objetivos e das
metas estabelecidas, no período de tempo previsto.
Normalmente a avaliação inclui uma visita ao local do
projeto, a verificação dos relatórios técnicos e
fotográficos, listas de presença das reuniões realizadas,
e um olhar atento sobre o material gerado como fotos,
documentos, material instrucional e de comunicação,
entre outros itens.
Método de análise, descrição e sumarização das
tendências verificáveis em documentos escritos tais
como: minutas ou memórias de reuniões, publicações,
artigos de jornal, relatórios anuais, notas de campo,
transcrições de grupos focais ou entrevistas, e outros
documentos similares. A análise pode ter uma
abordagem qualitativa ou quantitativa.
Trata-se da avaliação da forma como o projeto é
conduzido e procura verificar a eficiência do
método de trabalho empregado para atingir os
objetivos. A avaliação identifica a coerência, a
qualidade e a viabilidade das técnicas e
instrumentos pedagógicos utilizados durante o
projeto.
Avaliação de impacto
Refere-se aos impactos sociais e ambientais que os objetivos
propostos causaram na área do projeto, e às transformações
comportamentais percebidas no público-alvo e/ou na comunidade.
Esta etapa da avaliação representa um desafio, uma vez que os
ganhos obtidos não são facilmente medidos, pois se referem a
questões culturais, à mudança de valores e novas atitudes,
mensurando a contribuição do projeto para a emancipação das
comunidades atingidas e sua mais eficiente organização e
atuação política.
É recomendável que o processo de avaliação proposto seja
permanente e contemple formas participativas de avaliação, que
não incluam somente a equipe do projeto, mas seus beneficiários,
parceiros e financiadores.
Formulação de indicadores
propostos foram alcançados. No mundo inteiro, grupos organizados procuram a
definição de indicadores que
contribuam para o processo de avaliação de projetos socioambientais. Existe
consenso em torno do princípio de que os indicadores variam em função da
natureza do projeto e de seus objetivos propostos.
Destacam-se, entre vários tipos, os indicadores quantitativos ou objetivos, que
medem os resultados de forma numérica e pragmática, e os indicadores
qualitativos ou subjetivos, em geral perceptíveis sensorialmente, que refletem
resultados dificilmente mensuráveis. São demonstrações que podem ser
observadas pela equipe envolvida, mas requerem atenção e conhecimento de
causa.
Para cada resultado que se pretenda avaliar pode existir mais de um indicador.
Identificação dos possíveis parceiros
A Rede de Relacionamento mostra as articulações e parcerias que facilitarão a
implementação das etapas do projeto e possibilitarão sua continuidade, o
nascimento de novas idéias e a criação de novos projetos. As redes são uma
nova forma de organização social, capaz de articular pessoas e grupos em
torno de objetivos comuns de forma democrática. A inovação consiste em reunir
seus participantes numa estrutura alternativa e horizontalizada. O propósito de
uma rede é enriquecer a atuação de cada membro e fortalecer sua posição no
grupo. Por sua vez, a rede mantém a intercomunicação constante entre as
instituições e as pessoas que estão continuamente trocando idéias para
construir uma ação socioambiental. As redes são abertas e dinâmicas. Uma
sugestão é criar um fluxograma (mapeamento) em que o agente financiador
possa visualizar facilmente os grupos da sociedade civil, os órgãos gestores e
os atores sociais com os quais a equipe pretende articular-se para formar uma
rede de relacionamento.
Comunicação do projeto
Nesta etapa indicam-se os meios pelos quais o projeto
mobilizará a comunidade envolvida e divulgará suas ações. É
importante citar as estratégias adotadas e o material
produzido. A comunicação serve para transmitir a todos,
direta ou indiretamente, o que está sendo feito, as
dificuldades encontradas, os resultados alcançados, servindo
também para estimular a adesão de novas parcerias e
apoios. Técnicas de comunicação bem empregadas facilitam
a divulgação do projeto, a mobilização social e o seu
fortalecimento, à medida que promovem a comunicação de
massa. Para tanto, são utilizadas diferentes estratégias.
Tipos de recursos e fontes de financiamento
Captar recursos significa buscar meios para suprir as necessidades de
um projeto. As fontes de recursos podem ser nacionais ou estrangeiras,
públicas ou privadas. Durante muitos anos as doações internacionais
foram significativas e fundamentais para a implementação e a
consolidação de projetos sociais e ambientais de entidades da
sociedade civil brasileira. Atualmenteobserva-se uma redução dessas
doações e a migração dos recursos internacionais para entidades de
países em desenvolvimento mais carentes. Ao mesmo tempo, cresce a
tomada de consciência por parte das empresas, que passam a
reconhecer a importância de sua atuação na esfera da responsabilidade
social, viabilizando recursos financeiros e humanos (voluntariado), para
a solução de problemas sociais, econômicos e ambientais. Os recursos
podem originar-se das seguintes fontes:RECURSOS PÚBLICOS e
RECURSOS PRIVADOS.
Orçamento do projeto
Esta etapa indica todos os gastos do projeto e exige muita atenção. Qualquer erro pode
tornar impossível cumprir o que foi prometido no projeto. Um orçamento incoerente com
o que foi proposto, pode não obter aprovação.
Para projetos de maior vulto, uma vez que as contratações de técnicos e consultores são
normalmente feitas por tempo determinado (trabalho temporário) com a carga tributária
específica, é recomendável a orientação das áreas administrativa e contábil da entidade.
Alguns financiadores, especialmente os Fundos Públicos, não permitem a inclusão dos
impostos e encargos trabalhistas no orçamento do projeto. Em outros casos,
dependendo da modalidade de relação com o financiador (contrato, convênio, patrocínio,
doação), pode-se incluir uma taxa de administração que normalmente varia entre 10% a
20% do valor total do projeto. Muitas vezes é preciso adequar os custos às exigências
do financiador, particularmente na modalidade convênio, em que todos os gastos são
rubricados e os custos não podem ser transferidos de uma rubrica a outra. Esses
trabalhos de ajuste geram planilhas orçamentárias muito complexas e de difícil
entendimento para a maioria da equipe. Recomenda-se, neste caso, que seja feita uma
memória de cálculo, que poderá
Cronograma de atividades
No cronograma de atividades define-se o período de duração do
projeto e como o conjunto das ações propostas se distribui no
tempo. Se o período proposto for muito longo, a própria revisão do
cronograma pode ser prevista como uma atividade. Mas o ideal é
que o cronograma seja apresentado do início ao fim. No
cronograma também devem aparecer todos os produtos que serão
entregues ao longo do projeto, como publicações, vídeos e
relatórios localizados no tempo. Relatórios do projeto são uma
forma de prestação de contas das atividades propostas, seu
andamento, dificuldades e conquistas. Além disso, são material de
pesquisa permanente para a equipe e outras pessoas. Para tanto,
é preciso que sejam elaborados de forma clara e objetiva.
Cronograma de desembolso
Geralmente o desembolso dos recursos financeiros
aprovados não é liberado pelo Agente Financiador ou pelos
Apoiadores de uma única vez. É necessário a apresentação
de um cronograma de desembolso, que varia de acordo com
a instituição financiadora. Ele deverá, por exemplo, estar
relacionado às etapas de desenvolvimento do projeto, ou ser
preestabelecido de forma periódica ao longo do tempo (por
exemplo, desembolsos mensais, trimestrais etc.). Na maioria
dos casos o desembolso está vinculado à comprovação do
cumprimento de metas e do uso adequado dos recursos por
meio de prestação de contas da etapa em curso.
Planejamento e administração do projeto
Administrar projetos diz respeito a cumprir prazos e
compromissos estabelecidos na sua concepção, inclusive no
tocante ao uso dos recursos, sejam humanos, financeiros ou
materiais. Um projeto bem elaborado deixa claro o ponto de
partida, o caminho a ser traçado, aonde se quer chegar, que
conjunto de atividades serão desenvolvidas e com quais
recursos será implementado. Quando aprovado pelo Agente
Financiador ou pelos Apoiadores, o coordenador do projeto
será a pessoa responsável pela gestão dos procedimentos e
dos resultados relativos à proposta apresentada.
Planejamento e administração do projeto
É fundamental para a eficiência1 e a eficácia do projeto, que os
integrantes da equipe tenham conhecimento de todas as suas etapas.
Para tanto, recomenda-se o uso de metodologias participativas que
favoreçam esse envolvimento e compromisso. A ação de planejamento
participativo facilita a atuação do coordenador e estimula o senso de
pertencimento dos integrantes da equipe do projeto, ficando a cargo do
coordenador garantir o melhor uso dos recursos (financeiros, humanos e
materiais) na realização das atividades, e o desempenho da equipe,
para obter os melhores resultados.
Um projeto tem um ciclo de vida que parte da identificação de um
problema e do desejo de solucioná-lo, e que se materializa por meio da
sua elaboração e implementação, em que o coordenador deverá estar
apto a utilizar ferramentas de avaliação e planejamento participativo
contínuo, que possibilitem o redirecionamento de estratégias quando se
fizer necessário.
Sustentabilidade do projeto
É importante demonstrar ao Agente Financiador ou aos
Apoiadores que o proponente tem iniciativa e criatividade
capazes de dar continuidade ao projeto depois de
implantado, viabilizando recursos de outras fontes,
articulando parcerias ou participando de redes de
cooperação.
Equipe
Quem vai fazer?
Os profissionais necessários para o desenvolvimento do projeto, ou seja,
pessoal administrativo, técnico, consultores, e a coordenação realizarão
o projeto. É necessário uma especial atenção para a equipe técnica que
será contratada. Ela deve ser multidisciplinar, mesclada com talentos
que se complementam e especificidades técnicas que contribuam para
implementação das ações do projeto.
É interessante a contratação de pessoas do local, pois elas podem
contribuir para a abertura de canais de comunicação com a comunidade
e a instituição envolvida, garantindo o olhar local sobre o problema e
suas possíveis soluções. Estes “monitores locais”, ao serem
capacitados nas técnicas e métodos da organização proponente podem
ser grandes instrumentos de difusão e permanência do conhecimento
gerado pelo projeto, contribuindo para a sustentabilidade de suas ações.
Equipe
A maioria dos agentes financiadores solicitam o currículo dos integrantes da
equipe. Assim como nas outras etapas, o Agente Financiador ou os Apoiadores
podem propor um modelo a ser seguido ou deixar a apresentação a critério do
proponente. Uma sugestão é enviar currículos resumidos que contenham
informações capazes de transmitir de forma clara e concisa a formação escolar
e a qualificação profissional dos integrantes da equipe técnica do projeto. O
currículo resumido apresenta cada profissional da equipe técnica que
participará do projeto.
Exemplo:
Nome:
Endereço para correspondência:
Telefone:
Endereço eletrônico:
Atividade que desempenhará no Projeto:
Formação Acadêmica:
Síntese da experiência profissional:
Informações importantes
A folha de rosto de um projeto deve conter os elementos essenciais para
sua identificação. É de uso obrigatório e deve apresentar as principais
informações sobre a instituição interessada. O resumo deve conter os
dados necessários para que o Agente Financiador ou os Apoiadores
possam ter uma visão geral do que o projeto propõe.
Assembleia geral dos professores termina em confusão
A proposta feita pelo Sindicato dos Professores do Ceará (Apeoc) foi aceita com alta margem de votos. A decisão revoltou uma parte dos manifestantes que apoiavam a nova paralisação.
De acordo com a reportagem da TV Jangadeiro, que esteve no local, houve um princípio de tumulto e alguns professores arremessaram objetos e cadeiras contra o palanque. Alguns manifestantes chegaram a derrubar grades de proteção e invadiram o local onde eram feitos os discursos.
O presidente da Apeoc, Anízio Melo, teve de ser escoltado por seguranças para deixar a assembleia devido ao risco de ser agredido.
Greve
No dia 11 de novembro, em votação acirrada, os manifestantes resolveram encerrar a greve deflagrada no dia 5 de agosto (durou 63 dias) e propuseram uma nova paralisação que pode ser iniciada no dia 28. A categoria recusa o reajuste de 15% oferecido pelo governador Cid Gomes.
Proposta
Os servidores receberam uma proposta no último dia 4 de novembro, do Governo do Estado do Ceará, para reajuste de salário. A categoria pode receber 15% de acréscimo, que seria implantado em duas parcelas. A primeira, de 7,5%, retroativa a 1º de novembro, já seria recebida neste mês; e a segunda, de outros 7,5%, valeria a partir de 1º de janeiro de 2012.
Além dos 15%, o Governo propôs gratificação de 20% para professores com título de mestrado e 30% para doutores.
Protesto
Educadores, estudantes e pais de alunos estiveram reunidos na tarde desta quinta-feira (24), na Praça do Ferreira, em Fortaleza, para protestar contra as ameaças e o assédio moral que os professores da rede pública estadual afirmam estar recebendo do Governo do Estado. A mobilização começou com uma passeata pelas ruas do centro, a partir da Praça da Bandeira.
Os educadores reivindicam o cumprimento da Lei Nacional do Piso do Magistério com repercussão na carreira, além da garantia de 1/3 da carga horária para planejamento de aulas.
Denúncia
Alguns professores denunciam que o Governo do Estado estaria incentivando a formação de grupos de professores do interior do Estado que viriam a Fortaleza para votar, durante assembleia nesta sexta-feira (25), contra a deflagração de uma nova greve.
Educadores que participaram do protesto também acusam o Sindicato dos Professores e Servidores em Educação do Estado do Ceará (Apeoc) de trabalhar para encerrar a mobilização, evitando uma nova greve, mesmo sem que a categoria tenha as reivindicações atendidas.
Com informações da repórter Kamila Ladeira
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
I Encontro de Monitores Rede Formação Telecentros.BR
Durante os dias 17 e 18 de novembro de 2011, será realizado o Labirinto Formativo - I Encontro de Monitores da Rede de Formação Telecentros.BR. A programação do evento está organizada em oficinas, palestras e Grupos de trabalho com temáticas voltadas para a articulação da formação em Rede e ampliação das ações dos Projetos Comunitários.
Apresentação
O Encontro presencial de monitores do Polo Estadual do Ceará, sinaliza mais um marco da linha histórica do Programa Nacional para Inclusão Digital – Telecentros.BR.
A experiencia de aprendizagem a distância compartilhada na Rede, traz uma outra dimensão de construção sob diversas metodologias que refletem diferentes paradigmas do que seria um processo de aprendizagem. A proposta é garantir um encontro presencial que possa proporcionar uma aproximação dos atores da formação ( monitores, comunidade, tutores, supervisores) e despertar questionamentos sobre a mobilização social que o Programa propõem: utilização das tecnologias da informação e comunicação para promover ações na comunidade onde os telecentros estão inseridos.
Os monitores estão vivenciando um processo de construção de diversas formas: do conhecimento, de sua identidade, da sua atuação na sua comunidade, entre outros. O encontro presencial será a passagem para uma fase de aprofundamento e compartilhanento de tudo que vem sendo proposto durante a formação buscando garantir o sentimento de pertencimento, bem como o engajamento dos telecentristas na construção de uma efetiva comunidade de práxis.
Contemplando os princípios e diretrizes comuns da Rede Nacional de Formação Para Inclusão Digital nas Comunidades os encontros presenciais se propõem ao acolhimento dos monitores em uma ação que envolverá a escuta sensível e a troca permanente de experiências considerando os seus diferentes níveis com o proposito de garantir uma aprendizagem compartilhada.
Metodologia
O curso para formação de monitores será desenvolvido fundamentado pela metodologia colaborativa e pela mediação interativa de autoria com o propósito de ampliar o nível de interação "um-todos" para "todos-todos" em uma relação dialógica e solidária.
Será de fundamental importância neste processo a constante reflexão sobre o papel do monitor como mediador potencial do processo de construção do conhecimento nos diferentes ambientes de aprendizagem que serão ativados. Isto implica disser que a relação dialógica e de solidariedade serão a tônica da relação entre Tutor e Monitor.
Nas etapas de formação dos Monitores assumindo, portanto o princípio da auto-organização do Moodle facilitando a navegação dos participantes, promovendo maior interatividade no uso das interfaces a partir das explorações, descobertas e criatividade dos envolvidos que de forma colaborativa e solidária constituirão suas autorias ecologizando as ferramentas disponíveis de forma a desmistificar e romper com a perspectiva mecânica do depósito informacional e das tarefas executadas que se fazem presentes na lógica de outras experiências online. Tal experiência será fundante para o envolvimento e engajamento dos participantes no encontro presencial que deverá continuar favorecendo o compartilhamento e divulgação nas Redes Sociais dos processos formativos.
Tais pressupostos conduzem para a construção e valorização dos saberes dos sujeitos envolvidos potencializando sua participação e engajamento na Ecologia Web proposta pela Rede Nacional de Formação enquanto dispositivo de ativação das aprendizagens solidárias.
Estrutura Organizacional do evento
Os encontros presenciais durante o processo formativo dos monitores telecentristas terão na sua base de organização o principio da integração e troca de experiências vivenciadas nas ações cotidianas do telecentro.
Nesta perspectiva a organização do Labirinto Formativo prevê dois dias de encontros, debates e aprendizagens colaborativas e solidarias contemplando diferentes possibilidades de participação através das palestras, debates, grupos de estudo (GT) e oficinas.
A estruturação das atividades deverá ter como foco principal o desenvolvimento do Projeto Comunitário nas Comunidades e para isso iremos trabalhar as palestras, oficinas e Grupos de trabalho focando em quatro categorias principais que serão norteadoras para a tutoria e supervisão dos projetos a serem desenvolvidos.
As categorias:
Informática Educativa
Arte e Cultura
Espaços Digitais e Analógicos
Sustentabilidade
As Palestras abordarão grandes temas relacionados a formação dos monitores e sua participação na Formação da Rede;
As Oficinas serão desdobramentos práticos das categorias elencadas e servirá como base prática para trazer fundamentar o contexto e aplicação dos desdobramentos das temáticas;
Os Grupos de Estudo – Gts devem promover o aprofundamento das temáticas e o estabelecimento de relações com os projetos que estão sendo desenvolvidos pelos monitores. Dando assim, suporte teórico que ajude o monitor a avançar na elaboração de suas ações na comunidade;
O Linkando Experiência – mantém a lógica desenvolvida no Polo Ceará com o compartilhamento de experiências e troca de conhecimentos que agregam ao processo aprendente dos envolvidos na Rede. Estes momentos no encontro presencial irão garantir o entrosamento e parceria entre Tutores e Monitores para o acompanhamento dos projetos e deve ter um carater personalizado uma vez que cada Tutor estará com seu grupo de monitor;
O Palco Livre – será um espaço aberto para as apresentações dos trabalhos realizados tanto nas oficinas como nos Gts. Importante também fazer uma divulgação para que os Monitores usem este espaço livremente nos horários de intervalo para falar, publicar e compartilhar músicas, poesias, cordel ou qualquer outra forma de manifestação.